Reabilitação fonoaudiológica pós-laringectomia subtotal com epiglotectomia parcial: relato de caso

10/07/2010 20:12

Reabilitação fonoaudiológica pós-laringectomia subtotal com epiglotectomia
parcial: relato de caso

Carla Maffei1, Maria Inês Rebelo Gonçalves2, Marçal Motta de Mello3, Noemi de Biase

Resumo

Objetivo: verificar a reabilitação fonoaudiológica da voz e da
deglutição de uma paciente, pós laringectomia subtotal com preservação
da aritenóide esquerda, epiglotectomia parcial à direita
e reconstrução com retalho miocutâneo de platisma. Descrição
do caso: Paciente do sexo feminino, 64 anos, no pós-operatório
apresentou à videofluoroscopia da deglutição aspiração
traqueopulmonar para todas as consistências alimentares, e à
nasolaringoscopia ausência de coaptação das estruturas laríngeas
remanescentes. Somente a técnica de fonação reversa associada
às mãos em gancho e à emissão da vogal /i/ favoreceu algum grau
de constrição ariepiglótica. A paciente foi submetida à radioterapia
e, em seguida, iniciou fonoterapia, cuja avaliação evidenciou
afonia e disfagia. Foi orientada a realizar dez séries de dez emissões
diárias da técnica acima referida pelo período de dois meses.
Em seguida foi encaminhada para novas avaliações
videofluoroscópica da deglutição e nasolaringoscópica. Comentários:
Após a fonoterapia observou-se coaptação das estruturas
remanescentes (aritenóide e epiglote), propiciando uma qualidade
vocal rouca-áspera-soprosa em grau severo. Este tipo de
fonação e manobra corporal mostrou-se também de grande auxilio
para a melhora do mecanismo de proteção das vias aéreas
inferiores, reduzindo a aspiração traqueal apenas para líquidos
finos, possibilitando a retirada da sonda nasogástrica e a retomada
da alimentação por via oral. A reabilitação fonoaudiológica, neste
caso foi eficaz, contribuindo de modo significativo para a redução
da aspiração traqueal, viabilizando a alimentação via oral,
e restabelecendo a função vocal sonora. (Rev Bras Nutr Clin
2006; 21(2):169-73)

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